OPERAÇÃO DA POLÍCIA CONTRA TRÁFICO DE DROGAS PRENDE NOVE PESSOAS NA BAHIA

Nove pessoas foram presas nesta quarta-feira (7) durante uma operação da Polícia Civil da Bahia que investiga um grupo suspeito de atuar no transporte, armazenamento e distribuição de grandes carregamentos de cocaína. Batizada de Operação Leakage, a ação foi realizada durante a madrugada e contou com o cumprimento de 37 mandados de busca e apreensão.

As diligências ocorreram em Salvador, cidades da Região Metropolitana, Feira de Santana e também em Cascavel, no Paraná. Das nove prisões realizadas na Bahia, oito foram preventivas e uma ocorreu em flagrante por porte ilegal de arma de fogo.

Entre os presos está a farmacêutica Malena Santos de Moura, que trabalha na farmácia do Hospital Irmã Dulce. Segundo as informações divulgadas sobre a operação, ela foi detida quando chegava ao trabalho. Até o momento, os nomes dos outros oito presos não foram divulgados.

Em nota, as Obras Sociais Irmã Dulce (OSID) afirmaram que permanecem à disposição das autoridades e que irão fornecer todas as informações solicitadas durante as investigações.

Cerca de 130 policiais participaram da operação. Na capital baiana, os mandados foram cumpridos nos bairros de Stella Maris, Gamboa, Itapuã, Cidade Nova, São Caetano e Engenho de Brotas. As equipes também estiveram em Lauro de Freitas, Camaçari e Feira de Santana, além de Cascavel, no Paraná.

Investigação aponta movimentação de toneladas de cocaína

De acordo com a Polícia Civil, o grupo investigado mantinha uma estrutura organizada para receber, guardar e distribuir grandes quantidades de cocaína. A droga seria adquirida no Paraguai e transportada inicialmente para o Paraná, de onde seguia para Salvador e municípios do interior da Bahia.

As investigações apontam que o grupo movimentava toneladas de cocaína todos os meses. Os entorpecentes seriam posteriormente repassados a diferentes organizações criminosas.

Dois dos presos são apontados pelos investigadores como integrantes responsáveis por receber os carregamentos e coordenar a distribuição da droga para diferentes localidades.

Imóveis e veículos eram alugados para dificultar rastreamento

Para esconder os entorpecentes, os suspeitos utilizavam galpões e outros imóveis. A investigação também identificou o aluguel frequente de casas e veículos como parte da estratégia utilizada pelo grupo para dificultar o trabalho das autoridades.

Segundo a Polícia Civil, os imóveis e carros eram usados por períodos determinados e depois substituídos, o que dificultava a identificação dos locais e veículos relacionados ao esquema.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam drogas sintéticas, armas de fogo, balanças de precisão, uma máquina para contagem de dinheiro, celulares e outros equipamentos eletrônicos.

Justiça determina bloqueio de R$ 25 milhões

Além das prisões e apreensões, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 25 milhões em bens ligados aos investigados.

Outros 11 veículos também foram alvo de bloqueio judicial por suspeita de envolvimento no transporte e na distribuição dos entorpecentes.

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