ADOLESCENTES COM TEA DO CEAME VISITAM IFBA E CONHECEM OPORTUNIDADES DE EDUCAÇÃO

Adolescentes atendidos pelo Centro de Educação Inclusiva e Atendimento Especializado (Ceame), em Porto Seguro, tiveram uma experiência diferente no dia 27 de agosto. O grupo visitou o campus do Instituto Federal da Bahia (IFBA) no município, onde conheceu espaços da instituição, participou de atividades e teve contato com estudantes e profissionais.

A iniciativa, segundo a diretora do Ceame, Paula Campos, teve como objetivo ampliar as perspectivas dos adolescentes e mostrar que eles podem ocupar diferentes espaços, além de estimular novos projetos para o futuro.

Durante a visita, os adolescentes conheceram laboratórios, entre eles o de Computação, acompanharam atividades práticas, visitaram a quadra esportiva e receberam informações sobre o processo seletivo e as possibilidades de ingresso no IFBA.

Para Paula, o momento foi marcado pela interação e pelo sentimento de pertencimento. “Foi uma experiência 100% de interação, descoberta e pertencimento. E o mais bonito foi perceber o brilho no olhar de cada adolescente diante da possibilidade de, no futuro, aquele também ser o seu lugar”, afirmou.

A diretora também destacou o acolhimento recebido pela equipe do instituto. “Inclusão não é apenas abrir portas. É garantir que nossos adolescentes saibam que essas portas também são para eles”, ressaltou.

A visita faz parte de um trabalho desenvolvido pelo Ceame para estimular a socialização e fortalecer a autoestima dos adolescentes com transtorno do espectro autista (TEA). De acordo com Paula, a equipe identificou que muitos deles estavam vivendo um período de isolamento social.

O trabalho envolve, entre outros profissionais, o psicopedagogo especializado em TEA Danilo Palmeira e a psicóloga Jussara Santos. A proposta é promover atividades em grupo para que os adolescentes possam compartilhar experiências, desenvolver vínculos e perceber que não estão sozinhos diante das dificuldades.

Atualmente, o Ceame mantém três grupos que reúnem cerca de 36 adolescentes. A divisão considera não apenas a idade cronológica, mas também aspectos relacionados à idade mental e às necessidades de cada participante.

Segundo Paula, dificuldades de comunicação, interação e exposição podem fazer com que alguns adolescentes percam a confiança em si mesmos. Por isso, o trabalho também busca aproximar as famílias e criar oportunidades para que eles desenvolvam autonomia e segurança.

“Tudo isso também trazendo a família para perto. Para que eles sintam que são capazes, que eles têm um lugar deles, que eles podem pertencer a qualquer lugar que eles quiserem”, concluiu a diretora.

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