Ex-funcionários do Hospital Regional Deputado Luís Eduardo Magalhães (HRDLEM), em Porto Seguro, denunciam o que classificam como “descanso e desrespeito” no processo de desligamento conduzido pelo Instituto de Gestão e Humanização (IGH), antiga empresa responsável pela administração da unidade.
De acordo com relatos enviados à reportagem, o IGH rescindiu o contrato com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) e demitiu todo o quadro de trabalhadores, encerrando suas atividades no hospital em 30 de outubro. Os profissionais afirmam que cumpriram o aviso prévio, mas até o momento não receberam o pagamento integral das rescisões trabalhistas.
“Correm boatos de que a empresa pretende pagar primeiro o aviso e só depois o restante da rescisão, de forma parcelada. Isso, além de ilegal, viola as leis trabalhistas”, relatou um dos trabalhadores, que pediu para não ser identificado. “Estamos numa situação humilhante. Temos compromissos, aluguel, alimentação e nada foi resolvido”, acrescentou.
Com a saída do IGH, a gestão do hospital passou a ser responsabilidade do Instituto Sete, que já iniciou novas contratações — incluindo parte dos profissionais desligados. Apesar disso, os ex-funcionários afirmam que continuam sem receber os valores devidos pela antiga administradora.
O sindicato da categoria também é alvo de críticas. Segundo os trabalhadores, a entidade “se mostra omissa” e teria admitido a possibilidade de pagamento do aviso prévio separado da rescisão, prometendo acionar o Ministério Público apenas se o restante não for quitado.
“O sindicato faz ameaças inofensivas e demonstra total ineficiência em nos defender e fazer valer as leis trabalhistas”, diz outro trecho da denúncia.
Procurado pelos trabalhadores, o IGH teria informado que a Sesab não repassou os recursos necessários para o pagamento das rescisões. O governo do Estado, por sua vez, é acusado de omissão e falta de posicionamento diante da situação.


