POLÍCIA ENCONTRA POSSÍVEIS RESTOS MORTAIS DE MOTORISTA POR APLICATIVO EM EUNÁPOLIS

Restos mortais que podem pertencer ao motorista por aplicativo Weverton Antônio dos Santos, de 29 anos, desaparecido em Eunápolis, no extremo sul da Bahia, foram encontrados nesta segunda-feira (25) em uma área de mata da zona rural do município.
A confirmação da localização foi divulgada pela Polícia Civil (PC) nesta terça-feira (26), um dia após a descoberta.

Segundo a corporação, o material possui fragmentos compatíveis com a vítima e foi encaminhado para exame pericial a fim de atestar oficialmente a identidade.
Weverton havia desaparecido no dia 13 de maio, após ser sequestrado por criminosos da região.

Quatro suspeitos foram detidos — três adultos presos e um adolescente apreendido. A investigação prossegue em busca de outros envolvidos e também para localizar os corpos de mais vítimas do mesmo grupo, já que pelo menos outros dois homens foram sequestrados em circunstâncias semelhantes.

Relembre o caso

As apurações apontam que a execução de Weverton Antônio dos Santos foi registrada em vídeo e as imagens enviadas para contatos da agenda do próprio celular da vítima. Além de atuar como motorista por aplicativo, ele também trabalhava como segurança em festas e eventos.

De acordo com o delegado Moabe Macedo, coordenador da Polícia Civil na região, Weverton tinha amizade com policiais militares e compartilhava informações com eles.

Antes de ser morto, o motorista iniciou um relacionamento com uma mulher que residia em área dominada por facção criminosa. Os investigados tomaram conhecimento do fato, abordaram a vítima e a obrigaram a desbloquear o telefone, acessando suas conversas.

Entre os presos está Romildo Ramos de Moraes, conhecido como “RD”, também apontado como participante no ataque ao diretor do Conjunto Penal de Eunápolis — ação que deixou um motorista ferido e resultou na fuga de 16 detentos. Outro detido é José Rubens Alves de Assis Filho, o “Rubão”.

O delegado afirmou ainda que membros do grupo confessaram o crime. Após a execução, o celular de Weverton foi destruído.

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