A tão esperada reabertura da ponte sobre o Rio Jequitinhonha já tem data marcada: a partir do dia 20 de junho, o tráfego estará liberado em sistema de “Pare e Siga”, exclusivamente para veículos leves e vans.
Mas enquanto a notícia traz algum alívio para quem depende da travessia, o que se vê no local é, no mínimo, preocupante. A “reforma” feita até o momento se resume, visualmente, a uma mão de tinta branca nas laterais — uma espécie de maquiagem improvisada sobre uma estrutura visivelmente deteriorada e fragilizada pelo tempo e pelo descaso.
Trechos das laterais de proteção da ponte simplesmente desapareceram, deixando lacunas perigosas onde antes havia guarda-corpo. Em vez de consertos estruturais visíveis, o que se observa é uma tentativa de esconder a precariedade com tinta — como se pintar a ferrugem fosse suficiente para garantir a segurança de quem vai passar por ali.
A liberação parcial da ponte pode até facilitar o trânsito, mas levanta um alerta sério: será que estamos trocando segurança por aparência? A comunidade cobra transparência, responsabilidade e, acima de tudo, respeito com a vida de quem depende diariamente dessa travessia.