O Hospital Luís Eduardo Magalhães, em Porto Seguro, anunciou a suspensão temporária dos serviços obstétricos oferecidos pela unidade. A medida passa a valer a partir do dia 01 de outubro e segundo a diretoria, a escassez de profissionais médicos especializados é o principal motivo para a interrupção.
A situação gera grande preocupação com a saúde pública em Porto Seguro, já que a Unidade é a única maternidade pública do município. O hospital também é referência para outras 7 cidades da região, cujo serviço de maternidade é um dos mais procurados.
O Hospital é de responsabilidade do Governo do Estado, e é administrado pelo Instituto de Gestão e Humanização (IGH), que vem sofrendo recorrentes críticas sobre atrasos salariais das equipes, falta de insumos básicos e superlotação, além de queixas dos profissionais sobre alimentação oferecida.
Esse cenário acende um alerta para a urgência de medidas efetivas por parte das autoridades de saúde do estado, que até o momento ainda não se pronunciaram.
Em nota o prefeito de Porto Seguro, Janio Natal , disse que a situação do HRDLEM mostra o descaso do Estado com a saúde, já que o Governo da Bahia recebe mais de R$ 20 milhões anuais dos municípios da 8ª região, sendo R$ 9,6 milhões de Porto Seguro.