
Há mais de duas décadas, um muro de contenção construído pelo Eco Parque em Arraial d’Ajuda tem sido o centro de uma polêmica, e mesmo com decisão judicial para o recuo de dois metros e redução da altura em 0,5 metro da estrutura, nada foi feito.
A “muralha” como foi apelidada, sobretudo pelos moradores do distrito, foi construída fora dos padrões exigidos pela legislação e não teria autorização formal. Dessa forma, em maio de 2024, o juiz federal Pablo Baldivieso, além do recuo, ordenou a construção de rampas de acesso à passagem até a praia, mas não houve cumprimento até então.
Além de impactar negativamente o meio ambiente local, a estrutura impossibilita a passagem de pedestres durante a maré cheia, se tornando um risco a quem precisa passar pelo trecho entre a Praia do Mucugê e Pescador.
A ação já tramitava na justiça desde 2007, quando o Grupo empresarial foi notificado para remover o muro, no entanto também não houve nenhuma providência e de lá para cá, a situação vem se arrastando, com prejuízos aos banhistas e trabalhadores que dependem da livre circulação na praia.