A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu por 4 votos a 1 a autorização de importação e uso das vacinas contra a Covid-19 Sputnik V, do Instituto Gamaleya, na Rússia, e Covaxin, da indiana Bharat Biotech.
Os técnicos da agência, porém, fixaram diversas medidas adicionais ao uso, acatadas pelos diretores. E, portanto, ficou definido que a aplicação dessas vacinas deverá ser controlada, em público restrito, com constante monitoramento e que seja imediatamente suspensa caso alguma das vacinas seja reprovada no pedido de uso emergencial para a própria Anvisa ou pela Organização Mundial da Saúde,a OMS.
Um termo de compromisso também terá que ser assinado pela diretoria colegiada e pelos solicitantes da importação dos antígenos.
As autorizações dizem respeito a pedidos temporários e excepcionais do governo federal para importar 20 milhões de doses da Covaxin (apenas 4 milhões foram autorizados) e de governadores dos estados da Bahia, Maranhão, Sergipe, Ceará, Pernambuco e Piauí para uso da Sputnik V — em aplicações suficientes para imunizar 1% da população de cada estado.
Sendo Bahia 300.000 doses, Maranhão 141.000 doses, Sergipe 46.000 doses , Ceará 183.000 doses , Pernambuco 192.000 doses e Piauí 66.000 doses.
O quantitativo reduzido em 1% do contingente populacional deve permitir o monitoramento adequado do uso e poderá nortear decisões futuras da agência, afirmou o diretor da agência e relator do processo, Alex Machado Campos.


