DEPUTADO BINHO GALINHA É CONDENADO A MAIS DE 36 ANOS DE PRISÃO POR CRIMES ENVOLVENDO ARMAS

O deputado estadual Kleber Cristian Escolano, conhecido como Binho Galinha (Avante), foi condenado a mais de 36 anos de prisão pela Justiça da Bahia. A sentença foi proferida nesta quinta-feira (9) e envolve crimes previstos no Estatuto do Desarmamento.

A condenação inclui os crimes de posse ilegal de arma de fogo, posse de arma com numeração ou sinal identificador adulterado e fornecimento ou facilitação de acesso de arma de fogo a adolescente.

Além do parlamentar, outras quatro pessoas também foram condenadas, entre elas a esposa, Mayana Cerqueira da Silva. Embora ainda possam recorrer da decisão, Binho Galinha não poderá aguardar o julgamento em liberdade.

Outro investigado na ação, Kleber Herculano de Jesus, conhecido como “Charutinho”, teve a punibilidade extinta após a Justiça confirmar seu falecimento. A data da morte não foi informada.

A condenação é um dos desdobramentos da Operação El Patrón, que também apura supostos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar. Esses processos continuam em andamento e ainda serão julgados.

Preso desde outubro de 2025, o deputado permanece custodiado em uma sala de Estado-Maior, no Centro de Observação Penal (COP), no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador. Apesar da prisão, ele continua integrando o quadro da Assembleia Legislativa da Bahia (AlBA). Em razão da condenação, a juíza Márcia Simões Costa determinou a comunicação oficial ao Legislativo estadual para adoção das medidas cabíveis.

Em nota, a defesa do parlamentar afirmou que ele é inocente e classificou a pena como desproporcional e incompatível com as provas constantes no processo. O advogado Gamil Foppel informou ainda que recorrerá da decisão e acredita que a condenação será revista pelas instâncias superiores.

Segundo as investigações, Binho Galinha é apontado como líder de uma milícia que atuaria há mais de dez anos em Feira de Santana. As apurações tiveram início em 2023 e indicam que o grupo utilizava empresas de fachada para lavar recursos oriundos de atividades criminosas, incluindo a comercialização de peças de veículos roubados.

A sentença destaca que o deputado mantinha um arsenal distribuído em imóveis urbanos e rurais, em desacordo com a legislação. Durante o cumprimento dos mandados da Operação El Patrón, foram apreendidas armas de uso permitido e restrito, munições, armamentos com numeração adulterada ou suprimida e equipamentos armazenados em locais sem autorização legal.

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