FUNCIONÁRIOS DENUNCIAM ATRASO SALARIAL NO HOSPITAL DEPUTADO LUÍS EDUARDO MAGALHÃES E RELATAM PRESSÃO PARA NÃO RECLAMAR

Funcionários do Hospital Regional Deputado Luís Eduardo Magalhães, em Porto Seguro, denunciaram ao site que estão enfrentando atraso no pagamento dos salários após a mudança na administração da unidade. Segundo os relatos enviados de forma anônima, nesta quinta-feira (12) os trabalhadores completam oito dias sem receber.

De acordo com os denunciantes, além do atraso salarial, os colaboradores afirmam que há receio em cobrar explicações da administração. Isso porque, segundo eles, a cartilha de ética interna da unidade teria orientações que podem levar à demissão de funcionários que façam reivindicações públicas ou questionamentos sobre a situação.

“Já fazem sete dias que estamos com os salários atrasados e somos proibidos de reivindicar informações, sob risco de demissão. Não nos resta outra alternativa a não ser expor de forma anônima esse drama”, relatou um dos funcionários.

A administração do hospital é realizada atualmente pelo Instituto Setes, entidade que assumiu a gestão da unidade em 1º de novembro de 2025. A mudança ocorreu após o Governo do Estado da Bahia encerrar o contrato com a antiga gestora, o Instituto de Gestão e Humanização (IGH), diante de dificuldades relacionadas à manutenção da capacidade operacional do hospital.

O Hospital Regional Deputado Luís Eduardo Magalhães é uma unidade estadual estratégica para a região e atende pacientes de pelo menos oito municípios do extremo sul da Bahia.

Apesar da troca de gestão, funcionários afirmam que os problemas relacionados ao pagamento de trabalhadores continuam. Segundo eles, durante a administração anterior do IGH também houve atraso de salários e até parcelamento das rescisões de funcionários no momento da saída da instituição.

Os trabalhadores dizem esperar uma solução rápida para a situação e maior transparência sobre os pagamentos.

Até o momento, não houve posicionamento oficial da atual gestora sobre as denúncias. O espaço segue aberto para manifestação do Instituto Setes e da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

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