PESQUISADORES ALERTAM PARA AVANÇO DO PEI-XE-LEÃO NO EXTREMO SUL DA BAHIA

Nas últimas semanas, foram registrados avistamentos do peixe‑leão (Pterois volitans) no Sul e Extremo‑Sul da Bahia, parte de seu processo de expansão ao longo da costa brasileira. A espécie é considerada invasora e bioinvasora, com impactos negativos sobre ecossistemas marinhos e atividades pesqueiras.

O Laboratório de Ecologia e Conservação Marinha está coletando informações sobre a presença do peixe‑leão na região e solicita a colaboração da população para melhorar o monitoramento da espécie.

O peixe‑leão é originário do Indo‑Pacífico e tem se espalhado pelo Atlântico, onde encontra poucas ameaças naturais e elevada capacidade de reprodução, o que favorece sua proliferação. Ele já foi registrado em diversos trechos do litoral brasileiro, incluindo áreas do Nordeste.

Especialistas alertam que essa espécie possui espinhos venenosos que podem causar dor intensa e reações adversas em caso de perfuração da pele. Embora não existam registros confirmados de mortes pela toxina no Brasil, os acidentes podem provocar sintomas graves, como dor prolongada, inchaço, náuseas e até convulsões, e requerem atendimento médico imediato.

Para ajudar nas pesquisas, o laboratório recomenda que pescadores e mergulhadores evitarem tocar no animal. Se capturarem um peixe‑leão na pesca, não manuseie os espinhos: congele o peixe e entre em contato com a equipe para que ele seja coletado com segurança. Em caso de avistamento durante mergulho, fotografe o animal, registre com precisão o local da observação e envie os dados aos pesquisadores.

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