DESVIO DA BR-101 EM SANTA MARIA ENTRA EM COLAPSO E REVOLTA MORADORES E CAMINHONEIROS

O desvio da BR-101 utilizado por veículos pesados, que passa pelo distrito de Santa Maria, em Belmonte, chegou a uma situação crítica. Com as fortes chuvas que atingem a região na última semana, a estrada de terra se transformou em um verdadeiro atoleiro, comprometendo o tráfego, aumentando o risco de acidentes e agravando o transtorno para motoristas e moradores locais.
O trecho, que serve como alternativa após o fechamento da ponte principal da BR-101, está praticamente intransitável. Caminhoneiros enfrentam filas quilométricas e longas horas de espera, enquanto carretas tombadas e veículos atolados se tornaram cenas comuns. A falta de manutenção e de infraestrutura básica — como drenagem e pavimentação — agrava a situação.
Durante a reabertura parcial da ponte, restrita a veículos leves, o ministro dos Transportes, Renan Filho, havia declarado que medidas seriam tomadas para garantir o tráfego seguro no desvio. “O desvio é uma solução temporária, mas o caminho definitivo já está em andamento”, afirmou à época. No entanto, até agora, nenhuma intervenção concreta foi realizada.
Moradores de Santa Maria relatam viver entre a poeira, em períodos de seca, e a lama, quando chove. Além do desconforto, há o perigo constante causado pelo fluxo intenso de caminhões pesados passando pelo meio da comunidade.
Enquanto o governo federal e o governo do estado trocam responsabilidades, o problema se arrasta. Caminhoneiros reclamam da falta de condições mínimas para seguir viagem, e comerciantes locais temem prejuízos com o isolamento da região.

A situação, que já era precária, tornou-se calamitosa nos últimos dias e exige uma resposta urgente das autoridades. Sem ação imediata, o desvio da BR-101 pode se tornar não apenas um gargalo logístico, mas um risco grave à segurança e à vida de quem depende dessa rota.
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